
Que gravidez não é doença eu já sabia… mas agora passando pela experiência na própria pele e às voltas com a ideia de ter um parto natural, comecei a me perguntar: então porque mais de 80% dos partos realizados na rede privada (pelos convênios) são realizados através de uma cirurgia, a famosa cesariana?
Curiosa do jeito que sou cheguei na resposta rapidamente com apenas algumas pesquisas em sites da internet, dentre eles, sites especializados em saúde, saúde da mulher, Ministério da Saúde, ongs, blogs, etc e tal.
Mas primeiro é legal saber de alguns números. O índice recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para a cesariana no Brasil é de 15% , mas a realidade é bem diferente, sendo que nos hospitais particulares elas ultrapassam os 85%, e na rede pública gira em torno de 35%. Só com essa informaçãozinha básica eu já fiquei horrorizada…como assim essa diferença gigante no que é recomendado e o que é praticado?
Daí, que de pesquisa em pesquisa eu descobri uma realidade cruel em torno dos nascimentos no nosso país. Descobri que existe um “sistema” já todo formatado ditando as regras de como nós mulheres devemos ter nossos bebês, sem nos dar opção de escolha. E o resultado foi que não gostei nadinha disso, e como definitivamente não tenho perfil de me “enquadrar” assim tão facilmente em nada que eu verdadeiramente não acredite resolvi que iria lutar pelo meu parto normal.
Bem, cada um luta com as armas que tem, e eu descobri que a minha principal arma seria a informação. Bingo! A informação é tudo quando a gente encasqueta com uma coisa e resolve remar contra a maré. Isso porque pra quase todo mundo que me pergunta e eu respondo que quero um parto normal me acham uma louca….louca, eu?
Loucura é entrar na faca sem necessidade, quando a fisiologia do nosso corpo é parir os bebês pela via vaginal. É um processo natural do corpo de toda mulher, e que se for bem acompanhado e assistido se tornará o acontecimento mais incrível da nossa existência. Claro que eu sei que existem as exceções, que normalmente se referem às mulheres que desenvolveram algum tipo de risco na gestação, e nesses casos sim a cesárea é necessária.
Mas veja lá, a exceção NÃO pode ser tratada como regra!
Bem, sobre as exceções eu quero falar no próximo post, porque esse já ficou longo demais.
Beijos grávidos!




